Jurema preta

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Árvore sagrada dos índios Kariri-Xocó, a jurema preta tem largo uso nas religiões afro-brasileiras

Vamos conhecer um pouquinho sobre o uso espiritual e mágico da jurema preta?

Orixá: Oxóssi, segundo a maioria dos autores. Segundo alguns, pertence também a Ossãe, Obá ou Exu.

Outros nomes populares: jurema-dos-feiticeiros, juremeira, jerema, espinheiro.

Nome yorubá: Não consta.

Nome científico: Acacia jurema Mart., Leguminosae-mimosoideae. Sinonímias: Mimosa hostilis Benth. e Acacia hostilis Benth.

Elemento: Terra ou fogo, a depender do autor.

Classificação: Quente.

A jurema é uma árvore cujas folhas, cascas, raízes e sementes são tradicionalmente usadas há séculos pelos pajés de etnia Kariri-Xocó no ritual conhecido como Toré. Seu uso passou também para o culto da jurema sagrada (catimbó), para o candomblé de caboclo e para algumas umbandas.

Seus banhos (feitos das folhas e/ou cascas) são excelentes para o desenvolvimento mediúnico e fortalecimento da espiritualidade e da coroa (ori). Ajuda a atrair guias espirituais, especialmente os caboclos e mestres juremeiros. Também proporciona traz coragem para enfrentar os desafios da vida.

Também é usada em banhos de descarrego forte, quando folhas de descarrego mais suaves não são suficientes para a limpeza espiritual necessária. Com o intuito de descarrego de ambientes pode ser usada em defumações.

Possui poderoso efeito de proteção, tanto quando usado em banhos e defumações, como para fabricar amuletos.

Os pajés da etnia Kariri-Xocó produzem com essa planta uma bebida enteógena com efeitos similares ao da ayahuasca (também conhecido como “chá do Santo Daime”), resultado do DMT, seu princípio ativo, que é liberado no seu processo de feitura.

Na jurema (catimbó), no candomblé de caboclo e em algumas umbandas, também se faz um vinho de jurema que, ao contrário da versão original indígena, não possui efeito enteógeno, pois o seu processo de feitura é diferente e não libera o DMT. No caso dessas religiões afro-brasileiras, o vinho de jurema é feito misturando-se a casca da planta a vinho moscatel ou aguardente de cana, além de melado de cana e gengibre, entre outros ingredientes que variam de terreiro para terreiro.

Ainda na jurema (catimbó), o seu tronco também pode ser usado nos assentamentos de caboclos e mestres.

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