Candomblé de caboclo

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Religião afro-brasileira na qual se cultuam caboclos, mas em uma estrutura ritual derivada do candomblé, em especial do candomblé de Nação Angola. Derivou principalmente do contato entre escravos de origem banto e indígenas brasileiros. Tendo assim forte influência ameríndia e da pajelança, bem como um pouco de influência católica. Os primeiros terreiros desta religião surgiram no começo do século 20 e podem ser considerados uma reinterpretação e nacionalização das religiões africanas.

Os caboclos que se manifestam são os chamados caboclos de pena (índios) e os caboclos de couro (boiadeiros), que também estão presentes na umbanda, no tambor de mina e na jurema/ catimbó. Por influência de outras religiões afro-brasileira, em especial da umbanda, tornou-se comum que outras entidades se manifestem, tais como baianos, ciganos, marinheiros e exus.

No candomblé de caboclo, estritamente falando, não se costuma cultuar divindades africanas, como orixás, inquices ou voduns, mas apenas caboclos. Contudo, é muito comum que um sacerdote desta religião também seja um sacerdote de candomblé tradicional de nação Angola ou Ketu (mais raramente, Jeje). De forma que o seu terreiro pode cultuar tanto as divindades africanas (orixás, voduns ou inquices) como os caboclos brasileiros.

Tal como acontece no candomblé de nação Angola, no candomblé de caboclo os atabaques são tocados com as mãos e as músicas são cantadas em português. Esta influência se nota também sobre a umbanda.

O termo “candomblé de caboclo” surgiu, provavelmente, entre os iniciados do candomblé de Nação Ketu para diferenciar o seu culto daquele.

Assista abaixo ao documentário Caboclos de um Brasil Caboclo:

Referências

Curso de Umbanda da Sociedade Espiritualista Mata Virgem (SEMAV)

Livro Essencial de Umbanda – Ademir Barbosa Junior

Apostila do Curso de Formação Sacerdotal da Federação Umbandista do Grande ABC

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