Padê

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Rito realizado no início das cerimônias do candomblé, em que são propiciados o orixá Exu e outros seres espirituais, como as Ìyámi e os Essa, com o objetivo de dinamizar, armazenar e dirigir as energias do terreiro. É constituída por aproximadamente 21 cantigas (orins).

Durante parte da cerimônia, uma farofa de azeite de dendê, destinada ao orixá Exu é levada do meio do salão do terreiro para a rua. Com esse ato, espera-se agradar Exu para que não atrapalhe o xirê. Esse ato é popularmente conhecido como “despachar Exu”, termo que muitos sacerdotes rechaçam, pois seria depreciativo ao orixá, que não se “expulsa”, mas pede-se a sua proteção.

Em terreiros de umbanda, costuma-se realizar uma cerimônia similar, porém simplificada, dirigida não ao orixá Exu (nem às Ìyámi e aos Essa), mas às entidades conhecidas como exus e pombagiras, pedindo a sua proteção para que a sessão (gira) transcorra sem problemas.

Às vezes, chama-se a própria farofa de Exu pelo nome de padê, embora haja imprecisão nesse hábito.

Etimologia

Do iorubá, ipàdé, “reunir com, por intermédio de”.

Referência

Elebo – Magias e oferendas afro-brasileiras – Fernandez Portugal Filho – Editora Isis – 2013

[eafl id=”3342″ name=”Dicionário do Folclore Brasileiro” text=”Dicionário de Folclore Brasileiro – Luís da Câmara Cascudo – Ediouro”]

Dicionário dos rituais afro-brasileiros – LP Baçan

[eafl id=”3353″ name=”Livro Essencial de Umbanda” text=”Livro Essencial de Umbanda – Ademir Barbosa Junior”]

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