Defumação

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A defumação é feita com ervas secas queimadas em carvão em brava, dentro de um incensário. É largamente usada nas religiões afro-brasileiras. Também parte do ritual de diversas outras religiões, entre elas o catolicismo, em que o padre incensa o ambiente durante a missa.

Na umbanda e na quimbanda, é feita uma defumação no começo de todas as giras, para limpar e preparar o ambiente, afastando más influências espirituais e atraindo influências benéficas.

Defumações podem ser feitas em ambientes e em pessoas, com diversas finalidades. Por exemplo: limpeza, proteção, prosperidade, amor etc. Para cada fim, são escolhidas combinações específicas de folhas.

Alguns sacerdotes têm o costume de defumar um terreiro ou outro local fazendo um percurso em X em cada cômodo, mas este hábito não é considerado obrigatório para a maioria. No caso de residências e comércios, costuma-se defumar dos fundos para a porta de entrada, em casos de limpeza e descarrego; e da porta da rua para os fundos, em casos em que se deseja atrair prosperidade, boas vibrações etc.

Segundo Leal de Souza:

“Atua pelas vibrações do fogo, e do aroma, pela fumaça e pelo movimento. Atrai as entidades benéficas e afasta as indesejáveis, exercendo uma influência pacificadora sobre o organismo”.

Em geral, as defumações são acompanhadas de pontos cantados (cantigas) específicos. Alguns exemplos:

Defuma com as ervas da jurema

Defuma com arruda e guiné

Beijoim, alecrim e alfazema

Vamos defumar os filhos de fé!

* * *

Seu Ogum Rompe Mato

Que está de ronda

Mandou defumar

Pra preparar

Defuma, defumador

A casa de Nosso Senhor

* * *

Descarrega lá nas matas

Descarrega pra ficar

Descarrega lá nas matas

Para nunca mais voltar

* * *

Defuma esta casa bem defumada

Com a luz de Deus ela vai ser rezada

Sou rezador, sou filho de umbanda

Com a luz de Deus todo mal se abranda

 

Referência

Livro Essencial de Umbanda – Ademir Barbosa Junior

Curso de Umbanda da Sociedade Espiritualista Mata Virgem

O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda – Leal de Souza – 1933

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