Calunga (grande e pequena)

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É comum se distinguir na umbanda duas calungas. A Calunga Grande, que é o mar; e a Calunga Pequena, que é o cemitério.

Entre povos de origem banto, Calunga é o nome de uma divindade do mar e da morte. A ligação entre uma coisa é outra se dá pelo fato do mar ser considerado “grande mistério”, ou seja, a morte.

A associação do termo “calunga” com o mar é confirmado por Câmara Cascudo, segundo quem “No idioma quioco vale dizer mar, e aparece nessa acepção nos cantos de macumba e candomblés cariocas e baianos, dedicados aos santos d´água.”

De modo semelhante, o Glossário de Bantuísmos Brasileiros Presumidos afirma que pode significar “cada uma das divindades de importância secundária que, na umbanda, formam uma falange subordinada a Iemanjá e s são associadas ao mar e à água”. Neste caso, os “calungas” não seriam divindades, mas entidades espirituais da Linha de Iemanjá (segundo alguns autores e sacerdotes, são exus ligados a esse orixá).

Na umbanda e na quimbanda, há um exu (entidade) chamado Exu Calunga.

Variações do termo incluem carunga, calungo, canunga, calungangombe, calunganzambe e calungui.

Referência

Dicionário de Folclore Brasileiro – Luís da Câmara Cascudo – Ediouro

Glossário de Bantuísmos Brasileiros Presumidos – Geralda de Lima V. Angenot, Jean-Pierre Angenot e Jacky Maniacky – 2013

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