Oké

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Segundo Câmara Cascudo, a palavra possui também outro significado:

“Nome de um orixá na Bahia, vivendo em Plataforma, arredores da capital, no alto de uma colina. Para os iorubanos o grande orixá Obatalá vivera no cimo de um monte denominado Oké. Nina Rodrigues é fonte única (L´aminisme Fétichiste des Nègres de Bahia, 139-140): “Un père de terreiro m´a assuré qu´il y a à Bahia, au faubourg de la Plataforma, um monticule qui est adoré comme un ‘Orisha Oké’, par ce que les nègres après avoir adoré Obatala sur un mont ou sur une colline ont fini par diviniser et adorer la montagne elle-même.’ O orixá Oké é filho de Iemanjá, nascido quando o ventre da deusa das águas recentou. Oké é orixá das montanhas, na teogonia nagô. Diviniza, com sua presença, as elevações naturais, personificando a montanha. Nina Rodrigues pode, como se vê, registrar o culto de Oké na Bahia, hoje desaparecido.”

Referência

[eafl id=”3342″ name=”Dicionário do Folclore Brasileiro” text=”Dicionário de Folclore Brasileiro – Luís da Câmara Cascudo – Ediouro”]

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