Candomblé do Alaketu

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Uma das mais antigas comunidades afro-religiosas da Bahia.

Segundo Nei Lopes:

“Segundo a tradição, sua fundação deu-se no fim do século XIX por Otampê Ojarô, uma africana de Ketu, no atual Benim, que teria vindo para o Brasil como escrava, aos 9 anos de idade. Consoante uma das versões correntes, Otampê teria sido comprada, juntamente com sua irmã gêmea, pelo orixá Oxumarê, na forma de um homem alto e simpático que logo as alforriou. Na idade adulta, Otampê, cujo nome cristão era Maria do Rosário, casou-se com Porfírio Régis (Babá Laji) e comprou um terreno na rua Luís Anselmo, em Matatu de Brotas, onde instalou sua casa de culto, chamada Ilê Marô Iá Laji. O nome Alaketu deriva, provavelmente, da expressão ara Ketu, que significa “gente, povo de Ketu”; ou Aláketu, título do Rei de Ketu e, por extensão, nome do reino. O sobrenome da fundadora Ojarô, é aglutinação de Ojá Arô, nome de uma das cinco famílias reais de Ketu.”

Referência

Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana – Nei Lopes – Selo Negro – Açabá

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