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Casa de Ogum é tombada como patrimônio cultural

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A “Casa de Ogum”, localizada no bairro do Candeal, em Salvador, Bahia, foi tombada como patrimônio cultural do município no dia 13 de junho de 2022. O templo é o único registrado no Brasil exclusivamente dedicado ao orixá e segue mantendo os mesmos ritos como ocorrem na África.

Foi fundado há mais de 200 anos, no século 19, pela princesa e sacerdotisa nigeriana, Josefa de Santana, responsável pela compra do terreno e da liberdade de um escravizado, com quem se casou.

O processo de tombamento da Casa de Ogum foi iniciado em 2019 e faz parte do Programa Salvador Memória Viva, da gestão municipal, que prevê uma série de ações de preservação dos bens materiais e imateriais da capital baiana.

A cerimônia oficializa o templo como bem de valor histórico, cultural e arquitetônico da capital baiana. E garante que os ritos e atividades sejam preservados e transferidos para outras gerações.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro, o processo de tombamento começou após um ato de intolerância religiosa em 2015.

Presente na cerimônia, o compositor Carlinhos Brown, afirmou:

“Esse tombamento, que já está nos nossos corações, é uma forma de defender que a especulação imobiliária não chegue até aqui. Que os respeitos que precisam tomados em direção à nossa fé, religiosidade e culto, sejam precisamente ordenados por lideranças assim”.

O tombamento faz parte do “Salvador Memória Viva”, programa de atividades de proteção e estímulo à preservação dos bens materiais e imateriais do município desenvolvido pela prefeitura de Salvador, contemplado por lei municipal que institui normas de proteção e estímulo à preservação do patrimônio cultural da cidade.


Com informações de Agência Brasil, G1 e Estado de Minas.

Foto: Instagram/Reprodução.

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