Colar de guia

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Também chamado de colar de contas, guia de contas ou simplesmente guia. Colar feito de miçangas, contas de porcelana, cristal, sementes, pedras e outros elementos. São confeccionadas guias para os orixás e para guias espirituais como caboclos, exus etc. Cada colar de guia tem características específicas e individuais, de acordo com o orixá ou entidade ao qual será consagrada, entre elas as cores e quantidades de cores. As guias costumam ser fechadas por uma conta maior, chamada “firma”.

colar de guia, guia de contas, guia de umbandaTodo colar de guia deve passar por uma consagração, que pode ser simples ou complexa, dependendo dos hábitos de cada terreiro. Em terreiros de umbanda, é comum que entidades “cruzem” a guia, como se estivem aplicando um passe nela, assim consagrando-a. Apenas após a consagração ou cruzamento o colar tem função ritual e espiritual. Antes disso, é apenas uma peça de artesanato, como qualquer outra.

Servem a dois propósitos:

1) Proteger o médium de energias negativas;

2) Atrair energias positivas para o médiuns, as energias para as quais foram consagradas.

Os médiuns devem sempre usar as guias apropriadas durante as giras. Algumas guias às vezes também são usadas fora do terreiro, por dentro ou por fora da roupa, com o propósito de proteção. Quem não é filho de santo do terreiro, mas o frequenta, também pode ter guias cruzadas para o seu uso.

As guias costumam ser confeccionadas de acordo com orientações das entidades espirituais, que dirão que contas deverão ser usada, de que cor ou cores e se serão usados outros elementos, como sementes, pedras, pingentes, conchas etc.

Segundo Ademir Barbosa Junior:

“Ao longo de seu desenvolvimento na Umbanda, um médium terá diversas guias, as quais devem ser bem cuidadas, limpas e lavadas periodicamente conforme orientação da Espiritualidade e do Dirigente Espiritual. Quando uma guia se quebra, deve-se tentar recuperar o maior número possível de contas para que seja remontada e novamente consagrada ou cruzada.

As guias também identificam os Orixás (em especial o Eledá) dos médiuns. São utilizadas nas giras, em diversos trabalhos, comemorações e outros. O brajá, outra guia comum na Umbanda, é um colar de longos fios montados de dois em dois, em pares opostos, para serem usados a tiracolo e cruzando o peito e as costas. Simboliza a inter-relação do direito com o esquerdo, do masculino com o feminino, do passado e do presente.

Dirigentes espirituais costumam usar uma espécie de brajá, com as cores de seu Orixá de Cabeça, de búzios ou com as cores de seu Guia de Cabeça (Caboclo ou Preto-Velho).”

Referência

Livro Essencial de Umbanda – Ademir Barbosa Junior

Cadernos de Umbanda – Omolubá – Pallas – 2a Edição

Arsenal de Umbanda – Evandro Mendonça – Anubis

Umbanda de Todos Nós – W.W. Da Matta e Silva – Editora Ícone

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